sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Bora beber?

“Bora beber?” Toda desgraça começa com essa frase. A negativa seria tão simples, mas não é. Todos bebem não é mesmo? Bucowsky, Breton e o Buscapé beberam muito a vida inteira. Buscapé é aquele compositor paraense que todo domingo na República dormia no gramado babando, não que eu quizesse colocá-lo nesse rol de escritores-boêmios só precisava de um nome com “B” e foi o primeiro que me ocorreu. Voltando à premissa inicial, não consigo dizer não ao convite. Salvo em poucas ocasiões. Quando convalescia de uma hepatite, ou durante a semana que minha esposa ameaçou me deixar. “Não tenho grana” tentava mentir, mas como dizia sabiamente minha vó, cachaça sempre tem quem paga, mas comida ninguém. E lá ia eu me encharcar com alguma bebida de última, ver o tempo passar e divagar sobre assuntos como a obra Bukowsky, ou Breton ou mesmo o Buscapé. Ou saia correndo, dava um pique mesmo, comia bastante e tomava um ansiolitico. Sou fraco a esse convite. Admito. Se vier de uma Nadja é que a coisa piora, as guerreiras da boemia me seduzem fácil. Dividir o mesmo cigarro com elas me atrai muito, e vê-las contando suas estórias trash é divino. É esquisito mesmo, mas tem homens que jogam golf por exemplo, outros escutam Iron Maiden e usam pulseira de pinos. Gosto de beber, e esse verbo está carregado do irresistível e ilusório signo da felicidade.

Um blog pseudo-intelectual e cachaceiro

Adoro blogs de pessoas inteligentes e cultas. Adoro mais ainda blogs de pessoas inteligentes e cultas que conseguem ser levemente bagaceiras. Esse não é nenhum dos dois tipos de blog. É altamente alcoólico e irresponsável. Fuma várias coisas, passa meses sem ler nenhum livro e consulta tudo que quer saber no Google do BlackBerry. Por isso ele é o "Rei da Mesa", o oráculo dos boêmios, o amante da vida bandida e irresponsável. Uma entidade que vai à exposições para beber de graça e meter o pau em tudo. Cultiva amigos fracassados e fica de pileque, porre mesmo, e ainda faz a graça de fumar um baseado em cima, e se dá mal pra caralho. Flerta com várias mulheres e acha que o bacana é flertar e só. Conquistar dá um trabalho do cacete e um buquê de rosas custa tanto quanto uma garrafa de uísque, coisa que compro regularmente parcelado no cartão em seis vezes. Obrigado pela atenção, hoje é um ótimo dia de iniciar um blog pseudo-intectual, sexta-feira, na contagem regressiva de tomar as primeiras num mentiroso happy-hour e se estender pra uma putada sem nenhum sentido.
(As histórias a serem postadas aqui não nessessáriemente acontecerem no tempo presente, em geral são reminescências de bagaças passadas, acrescidas de reflexões do Hoje, essa merda que todo escritor faz)